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II Conept tem discussões sobre Ensino Médio e Políticas Afirmativas

Na manhã, acalorada, do dia 28 de novembro, o Câmpus Votuporanga recebeu cerca de 500 pessoas para a abertura do II Congresso de Educação Profissional e Tecnológica do IFSP (Conept), que neste ano estará discutindo Permanência e Êxito.

A mesa solene de abertura teve a presença do diretor de Infraestrutura e Expansão, Silmário Batista dos Santos (que representou o reitor do IFSP, Eduardo Antonio Modena), do pró-reitor de Ensino, Reginaldo Vitor Pereira, do vereador Sérgio Adriano Ferreira, do diretor ambiental Ricardo Zacarelli (representando o prefeito do município) e do diretor-geral do Câmpus Votuporanga, Marcos Furini.

Durante a cerimônia, foram lembrados os cortes de verbas federais e problemas financeiros ocorridos durante o ano, que levaram à suspensão do evento e alteração da data planejada. Apenas após o remanejamento de verbas foi possível a realização dos eventos das pró-reitorias. Silmário reiterou o esforço do reitor para a realização dos congressos. “Sabemos a relevância das discussões realizadas nestes eventos e da sua importância para o aprimoramento do IFSP.”

O pró-reitor,Reginaldo Vitor destacou o valor de ouvirmos as diversas correntes para ampliar as chances de acerto nas decisões. Ele ainda chamou uma salva de palmas para a atuação dos estudantes que têm sido decisivos para a atuação política do país.

Após a abertura, a mesa-redonda sobre as mudanças do Ensino Médio, propostas pela Medida Provisória (MP) n° 746, aqueceu as discussões da manhã. O educador e especialista em Educação Profissional Francisco Cordão e o professor e sociólogo Rogério de Souza expuseram as propostas da MP e as dificuldades e falhas para a implementação. Durante o debate, ambos concordaram com a necessidade de mudanças no currículo do Ensino Médio. Souza ainda defendeu um amplo debate com todos os setores da sociedade para que a mudança esteja mais adequada às necessidades brasileiras. “Não adianta importar modelos prontos.”

À tarde a discussão ficou por conta das políticas de acesso e ações afirmativas e das experiências dos professores com a educação na Finlândia, país que desponta como referência no tema.

Para apresentar o tema, esteve entre os convidados Alexandre Aldo Neves, diretor de Políticas de Acesso, que apresentou as políticas implementadas no IFSP, assim como é feita a distribuição das vagas, que tem de atender à Lei 12.711/2012, que destina 50% delas para ações afirmativas. Essas ações incluem percentuais étnicos e financeiros. Caroline Jango, membro do Neabi do IFSP, falou sobre a importância de assegurar também a permanência dessas pessoas na instituição, já que muitas vezes elas encontram outras dificuldades para manter-se estudando e têm necessidade de um acolhimento adequado. Leonardo Borges, sociólogo e professor do IFSP, também participou da mesa. 

Durante a discussão foi levantado pelo público um dado importante: em vários câmpus, cerca de 70% das pessoas que passam pelas ações afirmativas não ingressam no IFSP. “Temos que descobrir quais motivos dessa situação para poder criar ações a fim de diminuir esse índice”, avalia Caroline. 

A tarde ainda contou com exposição de pôsteres e de um painel com os professores Osvandre Alves Martins, Marcelo Hatugai, Damione Damito Sanches e Karina de Freitas Dias de Souza. Eles estiveram na Finlândia e apresentaram aspectos da educação daquele país, como adequação do mobiliário, resolução de problemas como método de aprendizagem etc. 

Paralelamente ao Conept acontece o Encontro das Bibliotecárias, o Encontro dos Coordenadores de Registros Acadêmicos (CRA), o Encontro dos Coordenadores de Licenciaturas, o Encontro das Equipes de Formação Continuada e o Encontro do Conselho de Ensino. 

 

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